resolução normativa 482

Resolução normativa 482: o que prevê para quem usa energia solar?

Em uma sociedade desenvolvida como a que vivemos atualmente o uso de grandes quantidades de energia se faz necessário para garantir a operação dos diversos serviços que contribuem para a manutenção de nosso padrão de vida. A grande questão é que, embora essa energia nos beneficie, seus impactos sobre o ambiente são nocivos. Para amenizar essa situação, a resolução normativa 482 foi criada para incentivar a energia solar.

Para alcançar esse objetivo, a normativa regulamenta fatores como a geração e a distribuição de energia sustentável, ao mesmo tempo em que cria incentivos para a sua implementação. Algumas mudanças em seu escopo, porém, podem reduzir esses benefícios.

Você gostaria de descobrir como funciona a resolução normativa 482 e entender as propostas para modificá-la? Leia o artigo e tenha acesso a esse conhecimento!

Afinal, o que diz a resolução normativa 482?

Criada no ainda no ano de 2012, a resolução normativa 482 pode ser descrita como o conjunto de regras que regulamenta a produção e operação de energia renovável no Brasil. Ela também aborda os incentivos para que essas fontes energéticas, mais amigáveis ao meio ambiente, sejam utilizadas.

A lei estabelece que uma residência ou indústria que utilizar placas fotovoltaicas para captar energia solar pode transmitir os excedentes dessa energia, que não são utilizados no dia a dia, para a distribuidora local de energia elétrica. Isso é feito por meio da própria fiação, conectada à residência ou à indústria em questão.

No modelo atual, a resolução normativa 482 garante que essa energia, enviada pelo produtor de energia solar à distribuidora local de energia elétrica, deve ter totalmente convertida em créditos de forma equivalente à energia enviada. Por exemplo, se a residência ou indústria enviar à distribuidora de energia 1 kWh, ela terá direito a receber o mesmo valor em créditos da distribuidora, que devem ser aplicados em suas contas de luz.

Esse conceito é importante, pois em alguns momentos, como em dias chuvosos ou à noite, o uso de energia solar não é viável. Nesses cenários, o usuário precisa recorrer à rede elétrica local.

Quais as propostas para sua revisão?

Embora o modelo atual garanta que a quantidade de energia enviada pelo usuário de sistemas fotovoltaicos à rede local seja totalmente reembolsada na forma de créditos, existe uma proposta para mudar essa realidade, reduzindo o percentual de créditos.

Isso ocorre porque o envio da energia a rede local tem custos, que atualmente acabam ficando para os demais usuários da rede elétrica. A redução nos percentuais de crédito seria justamente para compensar esse gasto.

Uma vez que a revisão ainda está sendo discutida, não existe uma definição final para o conjunto de regras. Mas é basicamente consenso que as pessoas que já instalaram seus sistemas fotovoltaicos terão um período de carência, em que continuarão a receber 100% da energia excedente produzida por eles na forma de crédito, sem qualquer desconto.

Como a revisão pode afetar o usuário de energia solar?

De um modo simples, podemos dizer que o impacto mais direto da implementação da revisão na normativa 482 é um aumento no tempo necessário para que o indivíduo ou empresa que instalou o sistema de placas fotovoltaicas receba o retorno de seu investimento. Isso pode acabar tornando-o menos atrativo!

É importante que o usuário leve em consideração, porém, que mesmo o retorno sobre o investimento demorando mais para surgir, ele ainda tem o potencial de reduzir drasticamente seus gastos com energia elétrica. Principalmente em um país como o Brasil, onde os custos com energia elétrica são elevados e estão constantemente sendo reajustados.

Agora que você sabe como funciona a resolução normativa 482 e entende o processo de revisão pelo qual ela está passando, o que acha de ter acesso a mais informações úteis? Assine nossa newsletter e não perca nenhum conteúdo relevante!

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